quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ACADEMIA AFONSO XIII

Quando um Irmão Lazarista assume um cargo de suma importância internacional, é motivo mais que significativo para dar a conhecer através deste nosso espaço de noticias do Grão-Priorado, enchendo-nos de alegria e satisfação. Hoje é um desses motivos.
 
Tentar descrever neste nosso espaço de notícias o nosso Irmão Lazarista Don José María de Montells y Galán – Visconde de Portadei, torna-se uma tarefa dificílima pelo infindável e valoroso curriculum que possui, no entanto não podemos deixar de referir o valor humano e amigo que este nosso Irmão possui, tornando-se um exemplo para todos nós.

O Dr. José María de Montells y Galán, licenciado em história e doutorado em Ciências Empresariais, é o Presidente do Real Colégio Heráldico da Geórgia, Rei de Armas da Casa Real da Geórgia e do Grão-Priorado de Espanha da nossa Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, Cavaleiro do Corpo de Nobreza do Principiado das Astúrias, Grã-Cruz das Ordens da Casa Real da Geórgia, entre muitas outras, não se pode esquecer o seu trabalho como poeta e escritor, com mais de três dezenas de publicações. E nessa matéria, é fundamental um agradecimento muito sincero de todos os Lazaristas a Don José María de Montells y Galán, que ao longo da sua vida se tem dedicado de forma intensa e dedicada a recuperar os séculos de história da nossa Ordem, deixando nos seus livros um marco patrimonial de suma importância para todos os Lazaristas.
No entanto o que nos leva a escrever estas linhas, é a eleição deste nosso Irmão Lazarista para Diretor da Ilustra Academia Afonso XIII, substituindo assim Don Juan Manuel Mitjans y Domecq - Duque de Santoña, que exercia essa dignidade desde 1993.
Don José María de Montells y Galán será acompanhado por uma equipa dinâmica e empreendedora, exercendo na função de Vice-Diretor Don Rafael Portell Pasamonte, como Secretário-Geral Don Alfredo Escudero y Díaz-Madroñero, como Bibliotecário Don Alfonso Ceballos-Escalera y Gila – Visconde de Ayala e Marquês da Floresta, como Censor Don Juan Van Halen y Acedo, como Tesoureiro Don Guillermo Torres-Muñoz y Osácar, e como Vogais Don José Luis Abad y Ruiz, Don Daniel García Riol, Don José Antonio Cadahía Casla, Don Enrique de Borbón y García-Lóbez e Don Juan de Ranea y García.
 
Como Irmãos Lazaristas, não podemos terminar estas palavras sem desejar os maiores votos de felicidade, tendo no entanto a convicção do sucesso desta equipa liderada por Don José María de Montells y Galán – Visconde de Portadei.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PROTETOR ESPIRITUAL DA ORDEM, AGRADECE A SUA SANTIDADE O PAPA, PELO SEU "CHAMAMENTO DE PAZ"

Numa carta de 10 de Setembro, o Protetor Espiritual da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, Sua Beatitude Gregorios III, escreveu a Sua Santidade o Papa Francisco, realçando e agradecendo o apelo que fez á oração pela paz na Síria e no Médio Oriente.
“Hoje unimo-nos em oração em todo o mundo, com pessoas de boa vontade e de todas as religiões … o chamamento á paz de Sua Santidade, demonstrou ao mundo a boa vontade de todas as religiões … o chamamento á paz de Sua Santidade, demonstra ao mundo a voz da paz do evangelho. Para aqueles que necessitam, para aqueles que não sabem e os que se negam a crer nesta convocatória, ficou demonstrado que a intervenção militar não é uma resposta para se solucionar a crise na Síria. A presente convocatória do Santo Padre, foi o ponto de partida para a mobilização internacional contra qualquer tentativa de resolver este conflito através da violência. (…) Estou profundamente comovido pela iniciativa de Sua Santidade que nos acompanha no caminho da paz. (…)"
HOMILIA DO SANTO PADRE
Praça de São Pedro
Sábado, 7 de Setembro de 2013
 
«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso, queridos irmãos e irmãs, nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo.
Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?
 
1. Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?
2. Mas perguntemo-nos agora: é este o mundo em que vivemos? A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa. Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”. Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.
 
Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito. É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Gênesis em que se narra o pecado do ser humano: o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10); sente medo do olhar de Deus; acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12); quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo. Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Mas, podemos dizer isso: que da harmonia se passa à desarmonia? Não. Não existe a “desarmonia”: ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...
 
É justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem: «Onde está o teu irmão Abel?». E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar:
 
- Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros! Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir. Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre os irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!
Depois do Dilúvio, cessou a chuva, surge o arco-íris e a pomba traz um ramo de oliveira. Penso também hoje naquela oliveira que os representantes das diversas religiões plantamos em Buenos Aires, na Praça de Maio, no ano 2000, pedindo que não haja mais caos, pedindo que não haja mais guerra, pedindo paz.
3. E neste ponto, me pergunto: É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da  Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: - Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão – penso nas crianças: somente nelas... olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881). «A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos, nesta noite, pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Assim seja.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PEDIDO DO SANTO PADRE

Caros Irmãos em Lázaro, recordemos o pedido do nosso Santo Padre para o dia de amanhã:
 
"…por isso irmãos e irmãs, decidi convocar toda a Igreja para no próximo dia 7 de Setembro, véspera da natividade de Maria, Rainha da Paz, façam um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Médio Oriente e no mundo inteiro…”
 
Juntemo-nos ao Santo Padre e a todos os homens e mulheres de Fé, para que a palavra “Paz”, seja a palavra do futuro.
 
A Chancelaria

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

GREGÓRIO III (PATRIARCA CATÓLICO) “UM ATAQUE SERIA O NOSSO FIM!”

O nosso Protetor Espiritual Gregório III (Patriarca Católico), proferiu algumas declarações ao “paginasdigital.es”, sobre o conflito na síria.
 
"Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”. Foi assim que o Papa Francisco escreveu no Twitter, enquanto o Monsenhor Mario Toso, responsável do departamento de Justiça e Paz do Vaticano dizia: ”O caminho para resolver os problemas da Síria não pode ser com uma intervenção armada. A violência não diminuirá. E corremos o risco que se estenda a outros países. O conflito na Síria, contem todos os ingredientes para despoletar uma guerra de dimensões mundiais”. Foi um chamamento que não foi escutado além dos Alpes, onde o Jean-Mrc Ayrault anunciou que apresentará ao Parlamento os documentos confidenciais dos serviços secretos, que demonstram a responsabilidade de Assad no uso de armas químicas contra civis. Para o Patriarca Católico de Antioquia com sede em Damasco, Gregório III Laham “á já dois anos que a Síria está atravessar uma tragedia humanitária sem fim: quase 100 mil vítimas, dois milhões de crianças sem casa, 450 mil Cristão exilados, 8 milhões de refugiados. O país encontra-se num inferno e uma intervenção do ocidente, vai empolar a situação”.
 
Que pensa da opção militar de Barack Obama?
 
Estou completamente em desacordo, como me oponho a qualquer violência, a qualquer uso de armas ou qualquer conflito. Não posso fazer nada mais que unir-me ao Santo Padre que declarou “Nunca mais a guerra!”. A europa poderia fazer mais para resolver os problemas da Palestina, em alternativa á criação de mais desordem na Síria.
Que acontecerá se Obama puser em marcha os seus planos?
 
Haverá mais vitimas e teremos uma guerra regional que envolverá o Líbano, onde existe um milhão de refugiados sírios. Já para não falar dos massacres dos Cristãos árabes, que hoje em Amman será um dos temas levado ao congresso que contará com a presença do Rei da Jordânia, Abdallah II. Também recentemente no Irak existiram vários atentados. Em resumo, todo o Medio Oriente encontra-se em chamas e será transformado num inferno.
O Papa propôs um dia de jejum no dia 7 de Setembro. Como vê esta iniciativa?
 
É uma magnífica iniciativa. O meu Patriarcado está a preparar uma carta aos fiéis Greco-Católicos de todo o mundo a pedir que participem na oração e no jejum organizado pelo Papa. Todas as Igrejas da Síria estão chamadas a unir todos os seus esforços para acolher todos os seus fieis desde a 19h, para que possam rezar e cantar pela paz."

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

LAZARISTAS PRETENDEM CONSTRUIR CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM KERELA (INDIA)

A Delegação da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém no Liechtenstein pretende construir um centro de formação profissional com produção integrada, de acordo com a norma europeia, depois de uma fase-piloto de três anos em Kerala (Índia)
A Confederação Suíça tem já no norte da Índia um centro de formação, em colaboração com um grupo de engenharia da suíça, nas áreas da indústria elétrica e do metal.
Esta iniciativa Lazarista, tem também como objetivo valorizar o conhecimento da população na área da educação e ensino qualificado, cumprindo as exigências do modelo europeu. Será um investimento nos próximos sete anos de cinco milhões e meio de euros e cerca de setecentos anuais, calculando que a partir do oitavo ano seja autossustentável.

HUNGRIA – DONATIVO PARA O CENTRO CHILDCARE NA GYőR-MÉNFőCSANAK

Foi no passado dia 23 de Agosto que os nossos Irmãos Lazaristas da Hungria, visitaram o Childcare Center in Ménfőcsanak.
No final da visita, entregaram um donativo no valor de HUF 50,000, com o objetivo de apoiarem as crianças que vivem naquele centro.
Este encontro entre os Lazaristas Húngaros e as crianças daquele Centro, foram marcados pela profunda interação entre as crianças e a comitiva, determinado que mais visitas se devem concretizar ao longo do ano.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

OBITUÁRIO

Fomos todos surpreendidos, ao saber do falecimento de D. Francisco Manuel de las Heras y Borrero – Barão de Las Heras, um dos grandes divulgadores no seu blog Doce Linajes de Soria, sobre as iniciativas da nossa Ordem de São Lázaro.
Recorremos às palavas do nosso querido e muito amigo Lazarista D. Jose Maria Montells – Visconde de Portadei e Rei d´Armas do Grão-Priorado de Espanha da Ordem de São Lázaro, para recordar este Amigo (traduzido para português):
GRITO POR UM AMIGO

Algum tempo atrás escrevi algumas palavras no blog da “Cruz de Sinople”, dirigidas ao meu querido irmão lazarista Manuel Alvarez de Ron, sobre a natureza da minha doença, e o respeito que tenho à visita do “Parca”. Um cancro não é uma banalidade; e estou em pleno tratamento de radioterapia, com um positivo diagnóstico, ao qual os médicos me animam.
Considero que estamos nas mãos de Deus e que Ele nos orienta, mas jamais me tinha passado pela minha imaginação que a morte chegaria antes de mim, ao meu grande amigo Francisco Manuel de las Heras y Borrero. Quando recebi a notícia, mal podia acreditar e imediatamente fiquei com os olhos em lágrimas.
Francisco Manuel era um homem cheio de vida e de projetos, um cavaleiro em toda a ascensão da palavra, um excelente escritor que, não sendo Lazarista, tinha colaborado com a Atavis et Armis desde o início da publicação da nossa revista, com vários artigos de grande interesse e profundidade, os quais estão na memória de todos. Era Doutorado em Direito, Vice Representante da União Europeia no Uganda, Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, da Soberana Ordem de Malta, Cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge, Infanzón de Illescas, Senhor de Tejada, entre muitas outras entidades. De las Heras era um autor exigente, e eu publiquei-lhe em 1994, a sua obra ainda bem viva na memória de todos, “Apuntes sobre instituciones nobiliarias en España”, um trabalho exaustivo sobre as corporações cavaleirescas da nossa Pátria, a qual tem um grande valor académico. Muito mais tarde, em 2010, fiz o prologo do seu livro sobre Carlos Hugo, publicado pelo Colégio Heráldico de Espanha e das Índias. Uma outra grande obra por si publicada foi, “Un pretendiente desconocido: Carlos de Habsburgo, el otro candidato de Franco”, que me fez sentir num retorno ao primordial conhecimento do nosso tradicionalismo histórico. A sua grande criação foi a recuperação e refundação da Casa Troncal de los Doce Linajes de Soria (na qual exercia atualmente a dignidade de «Presidente de su Diputación»), uma corporação cavaleiresca que em muito pouco tempo conseguiu o reconhecimento nobiliárquico mundial.
Faleceu a 30 de Agosto em Sevilha, recém-chegado de Kampala, onde residia por razões profissionais. A morte, foi muito enganadora ao conseguir passar por um despiste, disfarçando os sintomas da malária até ao momento que já era tarde demais. Roguei a Deus Nosso Senhor que o acolha no seu seio e com toda a Sua bondade. E envio ás suas filhas e esposa MaryLoli um beijo emocionado. Deus o tenha na Sua Glória.”     
 
O Grão-Priorado de Portugal apresenta publicamente os seus sentimentos, e solicita a todos os Cavaleiros e Damas do Priorado, assim como aos restantes leitores, que se recordem nas suas orações deste nosso grande Amigo.

terça-feira, 30 de julho de 2013

JANTAR DE BENEFICÊNCIA - GRÃO-PRIORADO DE ESPANHA

O NOSSO IRMÃO, GRÃO-PRIORADO DE ESPANHA

 
Foi na manhã de 25 de Julho, por altura das festividades de Santiago o Apostolo, protetor de Espanha e da Cavalaria Espanhola, que teve lugar na Academia de Cavalaria de Valladolid, a solene cerimónia de imposição do laço da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, no “Guión” da Escola do Exercito Espanhol, as quais possuem ao longo das suas histórias, uma longa e forte ligação.
 
A solene cerimónia foi presidida pelo Diretor da Academia, o General Andrés Chapa Huidobro, contando também com a presença do nosso Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon – Marquês de Almazán, acompanhado pelas mais altas individualidades da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, membros do Governo, D. Juan Pedro de Soto Martoel, Marquês de Lapilla, D. Victoriano Ruiz Paris, D. Daniel García Ramos, D. Rosa Rodríguez, D. Diego de Guillamón e representantes da Fundação de São Lázaro.
 
Esta cerimónia decorreu no Salão Nobre da Academia, a qual foi iniciada com as palavras de D. Diego de Guillamón, seguido do nosso Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon – Marquês de Almazán, terminando a sua locução com a entrega do laço da Ordem ao General de Brigada D. Andrés Chapa Huidobro (atual Diretor Geral da Academia de Cavalaria), que se dirigiu aos presentes com palavras de agradecimento por tão alta dignidade.
 
Em seguida o Grão-Priorado de Espanha concedeu aos Generais Chapa Huidoro e López González a alta dignidade de Grão-Cruz de Justiça da nossa Ordem.
Toda esta cerimónia de grande simbolismo para ambas instituições, terminou com uma Santa Missa, e com as honras oficiais de uma parada militar, culminando com as palavras do General D. Andrés Chapa, agradecendo mais uma vez à nossa Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.
Não se pode terminar estas palavras, sem salientar que no museu desta academia, conserva exposto há vários anos, a Grã-Cruz da Ordem de São Lázaro, conferida ao General Joaquín Nogueras Márquez.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

JANTAR DE BENEFICIÊNCIA DO GRÃO-PRIORADO DE ESPANHA

Foi no passado dia 20 de Julho, que o Club de Mar del Villa Padierna Palace Hotel, reuniu mais de 200 convidados num jantar de beneficência, promovido pela Comendadoria de Andaluzia e organizado por D. Alfredo García Til.
Esta iniciativa que o Grão-Priorado de Espanha promove todos os anos, tem reunido pessoas que de forma ativa e sincera, sentem a responsabilidade que todo o Lazarista assume quando se torna Cavaleiro ou Dama desta nossa Ordem, apoiar aqueles que em momentos mais difíceis necessitam de nós.
E foi nesse sentido que os donativos foram entregues ás Caritas, ás Irmãs dos Pobres de Ronda, ao Hospital de Fontilles e outras instituição que o Grão-Priorado de Espanha apoia todos os anos.
Com a presença do 49º Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon – Marquês de Almazán, contou também com o Grão-Prior de Espanha - Marquês de la Lapilla, o Prior de Espanha – Marquês de Armunia e o Grão-Mestre Emérito D. Francisco de Bourbon – Duque de Sevilha.
Este Jantar de Beneficência do Grão-Priorado de Espanha, ainda contou com a presença do Chefe da Casa Real da Geórgia S.A.R. o Príncipe Davit Bagrationi – Duque de Lasos, Príncipe de Kakheti, Kartli e Mukhrani, o seu irmão S.A.R. o Príncipe Ugo Bagrationi, os Marqueses de Cea, os Condes de Robledo, os Viscondes de Portocarrero, os Condes de Villapadierna, o Presidente da Câmara de Estepona, etc.
Não se pode deixar de referir, que foram condecoradas com as Medalhas de Honra do Grão-Priorado de Espanha, as Damas da Ordem de São Lázaro: D. Garbiñe Larrazabal Iturregui, D. Montserrat Roig Recasens e D. Nieves Schmaeing, assim como o Presidente dos Hoteis Villa Padierna Palaca - Ricardo Arranz.
Esta iniciativa humanitária do Grão-Priorado de Espanha, reflete a capacidade e desejo de cumprir o compromisso que todos os Lazaristas assumiram perante Deus no dia do seu juramento como Cavaleiros e Damas, mas também uma expressão de referir a quem mais necessita, que não estão sozinhos.  

quinta-feira, 11 de julho de 2013

MAIS UMA VEZ, OS LAZARISTAS APOIAM

Os Lazaristas são o grupo de intervenção social, formada pelos membros do Grão-Priorado de Portugal, que com o seu coração e responsabilidade cívica, colaboram dedicadamente no apoio aos mais necessitados, cumprindo assim o compromisso que assumiram quando se tornaram Cavaleiros ou Damas da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.
Servir e porem-se á disposição para a angariação de bens que venham colmatar o sofrimento de alguns, é o pilar deste movimento do Grão-Priorado de Portugal. Este ano, centramo-nos em dois objetivos, a alimentação e vestuário, fazendo essa distribuição por instituições que se encontram distantes dos grandes centros citadinos.
São instituições que carecem dos bens mais essenciais para a sobrevivência humana, os quais são cada vez mais acrescidos pelas dificuldades que o país enfrenta.
Esta ultima intervenção cívica dos Lazaristas do Grão-Priorado de Portugal, centrou-se no vestuário infantil, com o objetivo de colocar neste verão um sorriso nas crianças.
Assim sendo, o Grão-Priorado de Portugal não pode deixar de manifestar o enorme agradecimento a todos os Cavaleiros e Damas que conseguiram reunir mais de 700 peças de roupa infantil, tornando-se assim a maior coleta nos últimos tempos dos Lazaristas.
Estamos certos que o sorriso das crianças foi uma resposta e um abraço a quem colaborou, tornando-se também numa motivação para continuarmos esta nossa responsabilidade de ajudarmos a quem mais necessita.

terça-feira, 9 de julho de 2013

PEREGRINAÇÃO A BOIGNY

No periodo do Grão-Mestrado de Thomas de Sainville no séc. XIII, o filho de Sua Majestade o Rei Filipe III de França, Luís, permitiu a fundação da Comendadoria de Fontenay-le-Comte, situada em Poitou, a qual se veio a designar por São Tomás.
O período deste Grão-Magistério, foi um dos mais importantes da história dos Cavaleiros Lazaristas, administrando os seus próprios territórios, adquirindo outros, e possuíam uma relação muito próxima e privilegiada com o poder governativo.
No entanto, existiam noutros territórios estrangeiros, semelhantes acontecimentos, tais como em Inglaterra, onde Sua Majestade o Rei Eduardo, entregava vários fundos financeiros para os Cavaleiros da Ordem gerirem os seus bens, dentro dos seus domínios.
Mas em França, de entre o seu poder jurisdicional, sempre se salientou Boigny.

Viajando um pouco na história

Em Acre em 1291, a Ordem de São Lazaro sofreu á semelhança de outras Ordens como a de Malta, grandes perdas de entre os seus Cavaleiros, no entanto os Irmãos Lazaristas continuaram a ser destacados para a defesa da cidade. E foi na fatídica noite de 15 para 16 de Abril, que os Cavaleiros Lazaristas, conscientes das dificuldades que iriam ter no campo de batalha, lançaram-se sem hesitação numa derrota inevitável. Esta tragédia ditou o regresso á europa dos Cavaleiros das diferentes Ordens, e os Lazaristas foram um deles. Olhando a esta dramática situação, de um vasto numero de Cavaleiros Lazaristas que regressaram á Europa, o Grão-Mestre consciente da proximidade que possuía na Casa Real Francesa, solicitou apoio, o qual foi imediatamente concedido por Sua Majestade, tornando-se ele próprio, o Rei Filipe de França (o Belo), protetor da Ordem de São Lázaro.
Boigny foi das Comendadorias mais importantes deste período, exercendo como a Sede Magistral da Ordem, transformando-se como o pilar e centro administrativo das diferentes Comendadorias Lazaristas, tanto dentro como fora de França.
Ao longo dos séculos seguintes teve um papel crucial na história da Ordem, participando em batalhas, mantendo os seus hospitais ativos e dedicando-se com todo o seu coração á Fé, pilar de todos os Lazaristas.
São mais de 700 anos de história e hoje em dia a Comendadoria de Boigny da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, ainda está muito ativa á semelhança de outros tempos. Nos últimos 50 anos tem-se efetuado pelo Lazaristas uma peregrinação anual, sempre com a presença da Grã-Prioresa de França - Duquesa de Brissac. Este ano não foi exceção, e celebrou-se os “50 anos de Peregrinação a Boigny”, repleta de fé e história, onde estiveram presentes vários membros de jurisdições nacionais e internacionais, assim como as mais altas individualidades da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

OBITUÁRIO

O Grão-Priorado de Portugal, vem por este meio informar o falecimento do membro desta nossa Ordem, o Exmo. Sr. Richard Flores Martin (GCLJ/KMLJ) do Grão-Priorado da Ilha de Malta.
O Grão-Priorado de Portugal, apresenta á família e ao Grão-Priorado da Ilha de Malta, os nossos mais sinceros sentimentos.
Pedimos a todos que nas nossas orações, nos lembremos deste nosso Irmão de hábito.

terça-feira, 25 de junho de 2013

RECORDAR SÃO LÁZARO, AMIGO DE JESUS

Muitas vezes quando iniciamos a leitura de vários trabalhos sobre a vida do nosso São Lázaro, sobressaem ao coração Cristão dois momentos, o primeiro é um dos milagres mais significativos da vida pública de Cristo Nosso Senhor, a ressurreição de Lázaro e o segundo a frase “o amigo de Jesus”.
 
Mas quando tentamos remexer no passado histórico da vida do nosso São Lázaro antes da ressurreição, deparamo-nos com muitas poucas referências sobre esse período.
Sabe-se que São Lázaro pertencia a uma das famílias mais distintas da Palestina (com forte ligações genealógicas a Jerusalém), que vivia com as suas irmãs, Marta e Maria numa pequena aldeia de Israel chamada Betânia, que ficava a seis quilómetros de Jerusalém, e do Monte das Oliveiras (onde Nosso Senhor Jesus Cristo transmitiu muito dos seus ensinamentos).
Em várias análises históricas, conclui-se também duas hipóteses, que tanto Lázaro como as suas irmãs, provavelmente pertencia a um grupo piedosos israelitas que esperavam a redenção de Israel abraçando um novo caminho, ou a de pertencerem a um movimento religioso, chefiado por um grupo monástico de profunda dedicação hospitalar e que residia na região de Qumran.
Sabemos também através de relatos históricos, que Jesus Cristo nas suas viagens de Jericó para Jerusalém, entrava sempre na casa de Lázaro em Betânia para conversarem, demonstrando assim a profunda relação de amizade que existia entre a família de Lázaro e Jesus.
VIDA DE SÃO LÁZARO – AMIGO DE JESUS
A ENFERMIDADE DE LÁZARO
Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. (João 11, 1-4)
O TEMPO CERTO PARA REALIZAR O MILAGRE
Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus queriam-te apedrejar, e voltas para lá? Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há-de sarar. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele. (João 11, 5-16)
MORTE DE LÁZARO
À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. (João 11, 17-19)
JESUS ENCONTRA AS IRMÃS DE LÁZARO
Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá. Respondeu-lhe Marta: Sei que há-de ressurgir na ressurreição no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto? Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e chama-te. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao seu encontro. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava! Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse? (João 11, 20-37)
RESSUREIÇÃO DE LÁZARO
Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí… Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. (João 11, 38-45)
PERSEGUIÇÃO A JESUS POR CAUSA DO MILAGRE DA RESSURREIÇÃO DE LÁZARO
Alguns deles, porém, foram aos fariseus e contaram-lhes o que Jesus realizara. Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação. Um deles, chamado Caifás, que era o sumo-sacerdote daquele ano, disse-lhes: Vós não entendeis nada! Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação. E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo-sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos. E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida. Em consequência disso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se para uma região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muita gente de todo o país subia a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. Procuravam Jesus e falavam uns com os outros no templo: Que vos parece? Achais que ele não virá à festa? Mas os sumos-sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que todo aquele que soubesse onde ele estava o denunciasse, para o prenderem. (João 11, 46-57)
A CEIA NA CASA DE LÁZARO
Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, afastavam-se e acreditavam em Jesus. (João 12, 1-11)
PAPA BENTO XVI
PRAÇA DE SÃO PERO
V DOMINGO DE QUARESMA, 9 DE MARÇO DE 2008
Amados irmãos e irmãs
No nosso itinerário quaresmal, chegamos ao 5º domingo, caracterizado pelo Evangelho da ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-45). Trata-se do último grande “sinal” realizado por Jesus, depois do qual os sumos-sacerdotes reuniram o Sinédrio e decidiram matá-lo; e decidiram matar também o próprio Lázaro, que era a prova viva da divindade de Cristo, Senhor da vida e da morte. Na realidade, esta página evangélica mostra Jesus como verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. Em primeiro lugar, o evangelista insiste sobre a sua amizade com Lázaro e com as irmãs Maria e Marta. Ele ressalta o facto de que “Jesus era muito amigo” deles (Jo 11, 5), e por isso quis realizar o grande prodígio. “O nosso amigo Lázaro está a dormir, mas Eu vou acordá-lo” (Jo 11, 11) – assim disse aos discípulos, expressando com a metáfora do sono o ponto de vista de Deus sobre a morte física: Deus vê-a precisamente como um sono, do qual nos pode despertar. Jesus demonstrou um poder absoluto em relação a esta morte: vê-se isto, quando restitui a vida ao filho da viúva de Naim (cf. Lc 7, 11-17) e à menina de doze anos (cf. Mc 5, 35-43). Precisamente dela, disse: “Não morreu, está a dormir” (Mc 5, 39), atraindo sobre si o escárnio dos presentes. Mas na verdade é exatamente assim: a morte do corpo é um sono do qual Deus pode acordar-nos em qualquer momento.
Este senhorio sobre a morte não impediu que Jesus sentisse compaixão pela dor da separação. Ao ver Marta e Maria a chorar e quantos tinham vindo para as consolar, também Jesus “suspirou profundamente e comoveu-se” (Jo 11, 33.35). O Coração de Cristo é divino-humano: nele, Deus e Homem encontraram-se perfeitamente, sem separação nem confusão. Ele é a imagem, aliás, a encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna do Deus que é Vida. Por isso, declarou solenemente a Marta: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre”. Depois, acrescentou: “Crês nisto?” (Jo 11, 25-26). É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós; uma interrogação que certamente nos supera, ultrapassa a nossa capacidade de compreender e exige que confiemos nele, como Ele se confiou ao Pai. A resposta de Marta é exemplar: “Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (Jo 11, 27). Sim, ó Senhor! Também nós acreditamos, não obstante as nossas dúvidas e as nossas obscuridades; cremos em ti, porque Tu tens palavras de vida eterna; desejamos acreditar em ti, que nos infundes uma confiável esperança de vida para além da vida, de vida autêntica e repleta no teu Reino de luz e de paz.”

quinta-feira, 20 de junho de 2013

CADERNO - LAZARISTAS

Foi ontem apresentado o Caderno - Lazarista, uma publicação gratuita que descreve a história da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, a dos seus Grão-Mestres, os objetivos da Instituição e o seu cariz humanitário e religioso.
Este caderno, é a primeira de uma série de publicações que serão apresentadas com regularidade, expressando a ação interventiva do Grão-Priorado na sua vertente de apoio social, assim como no âmbito religioso.
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

VOLTAMOS AJUDAR

O Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, e os seus Lazaristas, cumpriram mais uma vez a sua obrigação de ajudar a quem mais necessita.
Desta vez foi a instituição Chikygentil, Coração com Pernas.
A instituição Coração com Pernas, define-se como uma instituição que quer “fazer algo por quem pouco possui ou nada tem”. Por isso conta com a ajuda daqueles que efetivamente querem ajudar, contribuir e engrandecer um movimento que pensa naqueles que menos possui.
O Grão-Priorado de Portugal participou nessa ajuda e deseja continuar apoiar este grande projeto.
Não podemos terminar sem transcrever as palavras escritas pela Susana Vasconcelos, que são dirigidas a todas aqueles Lazaristas que participaram nesta ajuda:  
"A Chikygentil, Coração com Pernas, vem por este meio agradecer ao Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalar de  São  Lázaro  de  Jerusalém, pelos artigos doados: roupas para a Loja de Solidariedade.
Desde já, o nosso muito obrigado de coração.
Atenciosamente.
Susana Vasconcelos”

sábado, 15 de junho de 2013

CANADA POSSUI NOVO SITE

O Grão-Priorado do Canada possui novo site:  www.stlazarus.ca

sexta-feira, 14 de junho de 2013

HUNGRIA – RECONHECIMENTO

O Prof. Dr. Csaba Nyakas, membro do Grão-Priorado da Hungria, recebeu o prémio “Szent-Györgyi Albert reward”, do Ministério dos Recursos Humanos da Hungria, pelo Ministro Zoltán Balog.
Este prémio foi-lhe atribuído, fruto do reconhecimento das pesquisas científicas que tem realizado nas Universidades Semmelweis durante 20 anos e na de Groningen nos últimos 12.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

TRAGEDIA DEPOIS DO RETORNO DE BUDAPESTE

Faleceu o Lazarista Zsolt Erőss.
Dois Lazaristas, Péter Kiss e Zsolt Erőss, tomaram a iniciativa algum tempo atrás, de organizar uma expedição ao Kanchenjunga, onde estearam no terceiro pico a bandeira da nossa Ordem, no passado dia 20 de Maio.
No entanto a tragédia assolou esta expedição. Durante o percurso de regresso, Zsolt Erőss perdeu-se durante três dias, os quais naquelas condições climatéricas torna impossível a sua sobrevivência. O equipamento do nosso Irmão Lazarista Zsolt Erőss não foi encontrado.
Que descanse na paz do Senhor.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

NA SEDE DO GRÃO-PRIORADO DE PORTUGAL

São em momentos de debilidades sociais como estes em que vivemos, que os membros do Grão-Priorado da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém devem reconhecer perante o seu coração e a sua fé, a suma importância de intervirem e juntarem-se a instituições que comunguem do mesmo espirito.
Apoiar a quem ajuda, auxiliar a quem mais necessita, são os princípios a que todos nos propusemos quando nos tronamos membros da Ordem. E seguindo este princípio básico, no passado dia 10 de Junho, a sede do Grão-Priorado de Portugal recebeu a visita das freiras da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus, uma comunidade de jovens missionários e de freiras contemplativas, que se dedicam com toda a fé e esperança, aos que mais necessitam.
O dia iniciou-se com uma cerimónia religiosa na Capela da sede, acompanhada pelos lindíssimos cânticos das freiras e dos jovens missionários, seguido de um almoço repleto de convívio, onde se pôde ter conhecimento das várias intervenções sociais e religiosas que esta comunidade tem atuado, junto da comunidade civil.
Foi neste espirito de fé, esperança, e desejo de ajudar o próximo, que o Grão-Priorado de Portugal pôs á disposição desta comunidade as instalações da sua sede, assim como expressou a disponibilidade para apoiar ativamente nas necessidade e intervenções que esta comunidade possui.