sexta-feira, 25 de julho de 2014

CARTA DE SUA MAJESTADE O REI D. JUAN CARLOS DE ESPANA, DIRIGIDA À NOSSA ORDEM E AO NOSSO GRÃO-MESTRE D. CARLOS DE BOURBON

Carta de Sua Majestade o Rei D. Juan Carlos de Espanha, à carta enviada pelo nosso Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon - Marquês de Almazán, por motivo da sua abdicação ao trono do Reino de Espanha.
 
"La Zarzuela – Madrid
17 de Julio de 2014
 
Querido Carlos:
 
He agradecido mucho las generosas palabras, llenas de afecto, que, en tu nombre y en el de la Orden Militar y Hospitalaría de San Lázaro de Jerusalén, me has enviado con tu carta del pasado día 2 de julio.
 
A la espera de poder saludarte personalmente en un futuro no muy lejano, te envío mis mejores deseos y aprovecho la oportunidad para trasladar, por tu intermedio, un saludo muy afectuoso a todos los miembros de la Orden.
 
Con un abrazo
 
Juan Carlos"

quinta-feira, 17 de julho de 2014

JANTAR DE BENEFICÊNCIA - MARBELHA

 
49º Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon -Marquês de Almazán e o filho da Duquesa de Alba o Duque de Huéscar (Vice-Grã-Perfeito da Ordem Constantiniana de São Jorge de S.A.R. o Infante D. Carlos de Bourbon)
Todos os anos, o nosso Irmão vizinho Grão-Priorado de Espanha, organiza um jantar de beneficiência no Club de Mar em Marbelha, o qual este ano se realizou no passado dia 12 de Julho.
Seguindo essa tradição e presidida pelo nosso Grão-Mestre D. Carlos de Bourbon – Marquês de Almazán, contou também com os altos dirigentes do Grão-Priorado de Espanha, ascendendo num total de mais de duzentas pessoas, rodeados num ambiente de profundo encanto proporcionado pela cidade de Marbelha.
Ao centro o Prior de Espanha Marquês de Armunia - D. Ivan de Arteaga de Alcazar
Este ano o apoio social adquirido neste jantar, reverteu para as Cáritas de Marbelha, para as Hermâs dos Pobres de Ronda e para a Fundação Fontilles.
Duque de Sevilha - D. Francisco de Bourbon - Grão-Mestre Emérito

terça-feira, 8 de julho de 2014

PEREGRINAÇÃO DA ORDEM A WALSINGHAM - INGLATERRA

O significado da palavra “peregrinação”, transporta-nos a um lugar sagrado carregado de simbolismo religioso, para o qual, o peregrino transporta na sua alma uma profunda fé e palavras de esperança.
Grão-Mestre e o Grão-Chanceler
De dois em dois anos, a Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, promove junto dos seus Cavaleiros e Damas uma peregrinação, recordando assim, o primitivo sentido religioso da fundação da nossa Ordem. 
Grão-Mestre em oração no Santuário de Walsingham
Este ano, a Chancelaria Internacional da nossa Ordem escolheu para os seus Cavaleiros e Damas, as terras de Sua Majestade Isabel II de Inglaterra, a vila de Walsingham.
Momento de Oração no Santuário de Walsingham
Walsingham é uma pequena vila a norte de Inglaterra, rodeada por uma beleza paisagística indiscritível, palácios que nos fazem viajar no tempo e igrejas ancestrais carregadas de simbolismos, histórias e devoções, no entanto religiosamente, é conhecida essencialmente por ser um ponto de encontro para a devoção Mariana.
Jantar nos jardins da antiga Abadia de Walsingham
Escreveram-se nos livros de história, e segundo a tradição, que poucos anos antes da primeira cruzada, no ano de 1153, no reinando de Sua Majestade Eduardo – o Confessor, a poucos quilómetros de Norfolk, que se estabeleceu um Mosteiro para a devoção da Nossa Senhora de Walsingham, transformando-se rapidamente num centro de culto mariano, recebendo ao longo dos séculos grandes grupos de peregrinos.
Jantar nos jardins da antiga Abadia de Walsingham
A própria Casa Real Inglesa, além de patrocinar financeiramente as infraestruturas, sempre sentiu ao longo dos séculos a grande espiritualidade de Walsingham, participando nas suas grandes peregrinações, como Suas Majestades os Reis Henrique III em 1231 e 1241, Eduardo I em 1289 e 1296, Eduardo II em 1315, Eduardo III em 1361, Henrique VI em 1455, Henrique VII em 1487, Henrique VIII, etc.
Prior de Espanha - Marquês de Armunia, Bispo do Santuário de Walsingham e o Grão-Mestre
Ao final do dia de 5 de Junho, chegavam os primeiros peregrinos da Ordem ao Santuário de Walsingham, onde ficariam instalados durante os dias seguintes. O Santuário é composto por vários edifícios, recantos e encantos, carregando em toda a sua envolvência uma espiritualidade única e uma serenidade que nos prepara para a recoleção Mariana que iriamos participar.
Corpo Eclesiástico da Ordem com o Bispo do Santuário de Walsingham
Participaram nesta peregrinação Mariana, as delegações de Inglaterra, Irlanda, Finlândia, Áustria, Alemanha, Escócia, Africa do Sul, Republica Checa, França, Malta, Estados Unidos da América, Bélgica, Canada, Finlândia, Hungria, Nova Zelândia, Eslovénia, Suécia, Espanha e a nossa delegação do Grão-Priorado de Portugal. Num total de mais de duzentos peregrinos.
Peregrinação para a Igreja de Nossa Senhora
O ambiente fraterno e espiritual de todos os Cavaleiros e Damas, criava à volta desta peregrinação momentos de recoleição, no entanto na manhã de 6 de Junho, numa sala envidraçada que nos permitia observar a relaxante vegetação do Mosteiro e o chilrear dos pássaros, era o espaço físico ideal para as longas reuniões da Chancelarias e dos Priorados.
Peregrinação para a Igreja de Nossa Senhora
Esse dia, preenchido com reuniões das quais se salientou o apoio hospitalário que se está a desenvolver em Jerusalém, só seria interrompido pelo rápido almoço e pelas orações realizadas na Capela do Mosteiro para todos os peregrinos. Não querendo carregar este texto com os temas abordados das reuniões, pode-se resumir todo este dia a reuniões e orações.
Peregrinação para a Igreja de Nossa Senhora
Nessa mesma noite, acompanhada pelas mudanças repentinas do típico clima inglês, deslocamo-nos em grupo para a antiga Abadia de Walsingham.
No exterior da Igreja de Nossa Senhora
Passando pelo antigo portão da Abadia, percorrendo uma calçada com centenas de anos, deparamo-nos subitamente com um enorme terreno verdejante, surgindo no seu centro as ruinas da Abadia construída no século XI.
No exterior da Igreja de Nossa Senhora
Nesse mesmo terreno encontra-se uma tenda enorme que acolheu todos os peregrinos e delegações para o primeiro jantar de Cavaleiros e Damas da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.
No exterior da Igreja de Nossa Senhora
No dia seguinte, bem cedo, abriu-se o dia com uma cerimónia religiosa na Capela do Mosteiro, seguido da explicação da ação social, cívica e hospitalária que os membros da Ordem têm realizado em prol de uma das doenças ainda muito presente entre nós, a lepra. Uma das ações exercidas na India, foi apresentada de forma detalhada, demonstrando assim a forte intervenção que se está a realizar, mas também o longo trabalho que temos pela frente. Sensibilizados pelo trabalho realizado, terminamos estas conferências com orações, pedindo a Deus Nosso Senhor que nos ajude nesta caminhada de apoio a quem mais necessita de nós.
Procissão de Velas para o Santuário de Walsingham
Os almoços foram sempre realizados na cantina da Abadia, repleta de confraternização e boa disposição. Pelas 15 horas do dia 7 de Junho, os peregrinos apresentaram-se com os seus mantos para a caminhada de três quilómetros e meio até “Roman Catholic National Shrine of Our Lady”, fundada em 1061. Apesar da chuva ter estado presente antes desta peregrinação, quando o grupo com mais de 200 pessoas começou a caminhar, a chuva parou.
Procissão de Velas para o Santuário de Walsingham
Ao longo desta caminhada, viam-se Cavaleiros e Damas com idades compreendidas entre os trinta e os setenta e cinco anos, dos quais alguns necessitavam do apoio dos Irmãos em Lázaro para este percurso, no entanto sentia-se nos seus olhos que a força que os movia, era a fé.
Com a Graça de Deus e a proteção de Nossa Senhora, terminamos todos bem esta caminhada por entre terrenos verdejantes, orações e um sorriso de fé e esperança.
Procissão de Velas para o Santuário de Walsingham
Apesar de terminarmos cansados, terminamos felizes, entrando logo de seguida para a Igreja principal do recinto, onde assistimos à celebração religiosa.
Para o regresso, encontravam-se camionetas que fariam o transporte até ao Santuário, no entanto todas regressaram vazias. Os peregrinos optaram por realizar o mesmo percurso pedonal.
Procissão de Velas para o Santuário de Walsingham
Pelas 19 horas, voltamo-nos a reunir nos jardins do Santuário e retornamos à tenda do dia anterior para o jantar que iria dar por terminada esta peregrinação a Walsingham.
Procissão de Velas para o Santuário de Walsingham
No entanto, no final do jantar, pelas dez horas e trinta minutos, saímos das nossas mesas, foi-nos oferecido uma vela e todos os presentes no jantar fizeram o retorno ao Santuário, caminhando pelas ruas de Walsingham, entoando cânticos de orações a Nossa Senhor, terminando junto ao altar com orações de agradecimento.
Santuário de Walsingham - Orações Marianas
Muito se poderia escrever sobre esta peregrinação que se expressava nos rostos de todos os presentes, mas acredito que todos sentimos “foi um momento único”.
Santuário de Walsingham - Orações Marianas

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D. FRANCISCO JOSÉ SENRA COELHO

D. Francisco José Senra Coelho, Capelão Sénior do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, foi este Domingo, 29 de Junho de 2014, Ordenado na Catedral de Évora.
 
“A Igreja de Évora exulta e canta com júbilo no momento em que um membro do seu presbitério vai ser agregado ao colégio dos sucessores dos Apóstolos e dado como bispo auxiliar à Arquidiocese Primaz de Braga, aqui tão dignamente representada pelo seu Pastor, acompanhado pelo bispo auxiliar, por muitos membros do clero e numerosos fiéis, entre os quais se incluem os familiares do novo bispo, D. Francisco José Senra Coelho. Quiseram juntar-se a esta numerosa assembleia de bispos, presbíteros, diáconos, membros de institutos de vida consagrada e de outras instituições eclesiais ou simples fiéis, provenientes de várias dioceses, num hino de acção de graças a Deus, pelos maravilhosos dons que, continuadamente, concede à Sua Igreja, mediante a renovação do ministério episcopal, através do serviço hierárquico do Sucessor de Pedro, rocha firme sobre a qual Cristo assentou os alicerces da Igreja.
Actualmente, a consistência e a força dinâmica dessa rocha adquire visibilidade na pessoa do querido papa Francisco, que preside à caridade de todas as igrejas e ao qual prestamos sentida homenagem de gratidão e profunda comunhão eclesial. Cada ordenação episcopal acrescenta um elo à cadeia ininterrupta da sucessão apostólica. Pela imposição das mãos dos sucessores dos Apóstolos, o novo bispo recebe a efusão do Espírito Santo e a plenitude do sacramento da Ordem, que o colocam ao serviço da Igreja Universal e o tornam membro do colégio episcopal. A colegialidade cria nele vínculos espirituais fortes que o ligam afectiva e efectivamente aos seus irmãos bispos e ao sucessor de Pedro de tal forma que, a partir da ordenação, o bispo nunca mais será um homem só e isolado. A comunhão de caridade colegial faz dele sinal e promotor da fé, da unidade e do anúncio evangélico.
A efusão do Espírito Santo configura-o com Cristo que grava nele o seu rosto humano e divino, o seu poder e a sua virtude, a fim de que, no exercício do ministério episcopal, transpareçam, de forma harmoniosa, as funções de pastor, de pai, de irmão, de discípulo de Cristo, de mestre da fé e filho da Igreja. De acordo com os ensinamentos de S. Pedro, enquanto pastor, o bispo assume o compromisso de apascentar e velar pelo rebanho que lhe for confiado, de boa vontade e por dedicação, tornando-se modelo no meio da comunidade e imitando o Bom Pastor que ofereceu a vida pelas suas ovelhas (Cf 1Pd 5,1-4). Como profeta, servo e testemunha da esperança, compete-lhe proclamar diante de todos as razões da sua esperança (1Pd 3,15) e incutir confiança a todos, principalmente, aos desalentados e oprimidos pela injustiça, aos que se encontram em provação e aos que vivem em ambientes culturais que obstaculizam a abertura ao transcendente. Pois onde falta a esperança, a fé é posta em questão e o amor enfraquece. Ora, do bispo espera-se que seja sentinela vigilante, profeta corajoso, testemunha credível e servo fiel de Cristo, que é a esperança da glória (Cl 1,27). Com efeito, é Cristo, o enviado do Pai, quem envia o bispo ao mundo inteiro a proclamar o Evangelho a toda a criatura (Mt 16,15).
Por isso, a Palavra tem lugar central na missão do bispo. Porém, o primado não cabe ao anúncio mas à escuta, uma vez que, antes de a Palavra ser confiada ao bispo, foi o bispo confiado a Deus e à palavra da sua graça (Act 20,32). Assim, antes de ser transmissor, deverá ser ouvinte da palavra, alimentando-se dela como de um ventre materno, mediante o estudo, a oração e a contemplação, porque a evangelização autêntica nasce da escuta. Já S. Domingos, pregador insigne e mestre de pregadores, dizia que o silêncio é o pai da pregação. Por isso, quando na contemplação, o pensamento do Senhor (1Cor 2,16) transforma gradualmente a inteligência, o sentimento e o comportamento do pregador, este, ao transmitir aos seus ouvintes o que contemplou, liberta-se do intimismo subjectivo, para anunciar a verdade evangélica, da qual se alimenta toda a sua vida. Foi esse o caminho percorrido por S. Paulo, o maior de todos os evangelizadores e dado como modelo a todos os bispos. Se foi grande a sua preocupação com o anúncio do Evangelho, maior foi o seu desejo de se identificar com Cristo, chegando mesmo a escrever: já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim. Da sua identificação com Cristo lhe veio a audácia para se lançar na aventura de evangelizar os gentios, a fortaleza para enfrentar as múltiplas e grandes contrariedades, a força interior para não desanimar, o zelo pastoral por todas as igrejas, a constância para combater o bom combate até ao fim, com a certeza de que Cristo sempre esteve a seu lado, não permitindo que desfalecesse. Querido irmão, D. Francisco, pela ordenação presbiteral foste assumido do meio do povo e colocado ao serviço dos homens nas coisas de Deus. Muitos dos que hoje estamos aqui temos conhecimento da forma generosa e convicta como, durante vinte e oito anos de sacerdócio, te entregaste a esse serviço, que deixa marcas benéficas e indeléveis nos corações de muitas pessoas e em áreas pastorais diferenciadas. Contigo louvamos a Deus pela abundante sementeira da Palavra de Deus, pela administração generosa da graça divina e pelo testemunho efectivo de caridade, que sempre recordaremos com saudade e como estímulo para prosseguirmos com entusiasmo e alegria a missão de construir o Reino. Porém, a partir de hoje, o Povo de Deus espera mais de ti.
Na verdade, o episcopado não é honra mas trabalho; mais do que presidência é serviço; é caminho de santidade conseguida pelo exercício fiel do ministério, pela oração e pela oferenda do sacrifício de salvação em favor da humanidade. Continua a ser fiel dispensador dos dons de Deus, guarda e defende, com solicitude paterna, a igreja que te vier a ser confiada, amando com amor paterno e fraterno a todos, sobretudo os ministros ordenados, teus directos colaboradores, os pobres e os que se encontram em necessidade. Deus te conceda o dom do acolhimento evangélico para que possas viver a alegria do encontro com quantos solicitarem a tua ajuda, o teu conselho e a tua compreensão de pai misericordioso. Colocado à frente da Igreja de Deus, procura governá-la em nome do Pai, de quem és imagem, em nome do Filho, cujo múnus de mestre, sacerdote e pastor vais exercer, em nome do Espírito Santo que dá a vida e fortalece a nossa fraqueza com a sua força. E que Maria, Mãe do Evangelho vivo (EG,287), mulher orante, contemplativa e trabalhadora, que vive e caminha na fé, com seu estilo maternal de evangelização, te ajude a viver a dinâmica da contemplação e do caminho para os outros, que é também o caminho de Deus.”

+José, Arcebispo de Évora
(Retirado do site da Arquidiocese de Évora)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MENSAGEM DO GRÃO-PRIOR ECLESIÁSTICO

MENSAGEM DO GRÃO-PRIOR ECLESIÁSTICO, SUA EXCELÊNCIA REVERENDÍSSIMA O ARCEBISPO DE MONREALE, PELA PEREGRINAÇÃO A WALSINGHAM

TO ALL MEMBERS, CONSOEURS AND CONFRERES OF THE MILITARY AND HOSPITALLER ORDER OF SAINT LAZARUS OF JERUSALEM

 
As Ecclesiastical Grand Prior of the Order, I wholeheartedly join the Grand Master in welcoming you to the 2014 Pilgrimage in Walsingham.  It is a truly special opportunity to embrace the ecumenism of the Order of Saint Lazarus and enhance its fundamental spiritual nature.
 
In the spirit of ecumenism, spirituality will be emphasized by members’ participation in ecumenical services in the Anglican Shrine and the Roman Catholic Shrine and a Holy Mile Walk between the two shrines.  Spirituality and healing will be highlighted by our members’ participation in a very special sprinkling service.
 
In the setting of a spiritual pilgrimage, charitable and business work will be addressed on Friday during a meeting of the Heads of Jurisdictions in the morning and a meeting of the Hospitallers in the afternoon.  This is will be a perfect opportunity for a recommitment of our members to the charitable work of the Order.
 
The Walsingham Pilgrimage will culminate on the Feast of Pentecost, during which members have the opportunity to allow the Holy Spirit to guide them in the Order’s work.
 
To understand the miracle of Pentecost, we must start with the experience of the bitter confusion that was created in Babel, the organizational effort to attempt to build unity among people. We have the certainty that the Holy Spirit overcomes the rupture begun in Babel, defeats confusion in our hearts and breaks the barriers between classes and races. The Spirit opens our hearts, purifying, healing and reconciling them, leading them to communion. It is the Spirit of unity in the plurality of charismas which allows us to overcome the confusion and division of Babel and celebrate the Pentecost communion.
 
Through the presence of the Holy Spirit in the worldwide life of the Church, Patriarch Athenagoras I wrote:  "Without the Holy Spirit God is far away, Christ remains in the past, the Gospel message is dead, the Church is just an organization, authority is a domain with the mission of propaganda, worship a mere evocation, Christianity  a morality of slaves. But in Him, the cosmos is raised and groans in labour for the birth of the Kingdom, the risen Christ is near us, the Gospel message becomes the power of life, the Church is the communion of the Trinity, authority is a liberating service, the mission is a Pentecost, the liturgy is both a memorial and anticipation, human action is deified."
 
By welcoming the Lord into our lives, we are able to recognize and love Him.  By having Him present, our work on behalf of the Order will take on a more profound meaning.  Jesus’ love of us enables us to express love in solidarity and responsible actions.  Sustained by Christian hope, all of us can aspire to happiness and fulfilment as members of the Order of Saint Lazarus of Jerusalem.
 
I welcome each of you to the Walsingham Pilgrimage and the celebration of the Feast of Pentecost in joint commitment as Christians.  It will be a memorable journey as all members of the Order join to recommit themselves to their individual spiritual, charitable growth and development as an Order committed to the noble aim of service to our fellow man.
 
Monreale, May 21st 2014
+ Michele Pennisi
Archbishop of Monreale, Sicily, Italy
Ecclesiastical Grand Prior of The Military and Hospitaller Order of Saint Lazarus of Jerusalém



segunda-feira, 28 de abril de 2014

PAPA / SÃO JOÃO PAULO II E A ORDEM DE SÃO LÁZARO

Momento em que Sua Santidade o Papa João Paulo II assina a Bênção para a Ordem de São Lázaro
"COPYRIGHT BY KLAUS-PETER POKOLM GPEU"
27 de Abril de 2014 é uma data que ficará para sempre na referência histórica da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém – o dia de canonização de Sua Santidade o Papa João Paulo II.
 
Uma das várias ligações diretas que Sua Santidade teve com a Ordem, foi sem dúvida nos anos 80, nos quais recebeu oficialmente várias vezes os membros da nossa Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém. Numa dessas audiências privadas com Sua Santidade o Papa João Paulo II, a Ordem apresentou-se com uma delegação composta pelo Cardial Macharski da Polónia, o Bispo de Frotz (representante na altura da Conferência Episcopal da Alemanha) e vários Sacerdotes que compunham o corpo eclesial da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, apresentando-lhe as diversas intervenções cívicas que estavam a desenvolver.
Cartão de Sua Santidade o Papa João Paulo II para a Ordem de São Lázaro
"COPYRIGHT BY KLAUS-PETER POKOLM GPEU"
Estas audiências nunca se resumiram a simples encontros protocolares, mas sim a uma atividade intensa de colaboração através dos mecanismos que a Ordem dispunha, chegando a alcançar uma intervenção financeira no valor de 20 milhões de dólares.
Sua Santidade o Papa João Paulo II celebra numa Capela privada com Sua Eminência o Cardeal Macharski, Prelados e Capelães da Ordem, para as nossas delegações.
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Entre 1987 e 1992, os relatórios das ações da Ordem, foram apresentados a Sua Santidade, por Sua Eminência o Cardeal Jacques Martim, esclarecendo as intervenções da Ordem, que recebiam o grande apoio do Grão-Priorado da Alemanha (na pessoa do seu Grão-Prior o Príncipe de Metternich), do Grão-Priorado dos Estado Unidos e Canada, com o auspício da Comunidade Económica Europeia. Todas estas eficazes ações, levaram a que Sua Santidade o Papa João Paulo II e o Cardeal Macharski, encorajassem a Ordem a continuar com o seu apoio social nas regiões em que estava a atuar, originando, com o apoio do Grão-Prior da Áustria, o Arquiduque da Áustria Leopoldo, o Barão de Slatin e o Referendário da Ordem, o Prof.  Franz Josef Federsel, na construção do “St. Lazarus Hospice” na Polónia. Todos estes momentos de inter-relação com Sua Santidade o Papa João Paulo II (hoje São João Paulo II), são um marco histórico e cívico de grande importância na nossa Ordem, transformando-se cotidianamente numa referência impulsionadora para a continuação do nosso trabalho.
 
 Sua Santidade o Papa Francisco na cerimónia de Canonização de São João Paulo II
SANTA MISSA E CANONIZAÇÃO DO BEATO JOÃO PAULO II
HOMILIA DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de Abril de 2014
 
"No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.
 
Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).
Sua Eminência o Cardeal Macharski e o Monsenhor Klaus Dick - Bispo Auxiliar de Colegne, assistem ás doações da Ordem de São Lázaro
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Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).
 
São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.
Entrega de apoio hospitalar oferecido pela Ordem de São Lázaro, entregue na terra natal de Sua Santidadde o Papa João Paulo II
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Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.
 
Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.
 
Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se viveu essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
Construção do "St. Lazarus Hospice", realizado com o apoio financeiro da Ordem de São Lázaro e sob a direção do Prof. Franz Josef Federsel - Grão-Prior da Áustria
"COPYRIGHT BY KLAUS-PETER POKOLM GPEU"
E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.
 
Neste serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.
Construção do "St. Lazarus Hospice", realizado com o apoio financeiro da Ordem de São Lázaro e sob a direção do Prof. Franz Josef Federsel - Grão-Prior da Áustria
"COPYRIGHT BY KLAUS-PETER POKOLM GPEU"
Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócilao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama".

quinta-feira, 24 de abril de 2014

MENSAGEM DO NOSSO GRÃO-MESTRE

Dear Consoeurs and Confreres,
 
Once again we commemorated the Passion and Death of Our Lord Jesus Christ. And what is even more important, just when we felt the hopeless loss of Our Lord, we rejoiced once more to celebrate and discover that on the third day He rose from the dead. Jesus was aware of his sacrifice for mankind, He resurrected to redeem us from sin and lead us through a path fulfilled with light. 
 
Charity is our most important and outstanding Insignia. The Order is called to serve others under the Christian values such as Faith, Hope and Charity. Let us not betray ourselves by letting down others when not accomplishing our own noble expectations and actions due to fear, ignorance or even laziness. Christ is all we need to keep us on our feet, to keep us walking forward, together, and not succumbing to the darkness in the mist of unbelief.     
 
Our recently appointed Ecclesiastical Grand Prior, Msgr. Michele Pennisi, Archbishop and Abbot of Monreale, has compared Christ’s resurrection to our own awaking from the hypocrisy, materialism and cruelty that seems to rule our society nowadays. As they say, times of crisis are also times of opportunities. We should take a chance on the opportunity the Lord granted us when he offered his Son in exchange for our own salvation from the morbid and dreadful blindness we live in. In Archbishop Pennisi’s words: “Just as Jesus wept for his friend Lazarus he also weeps for me: I am Lazarus, I am the friend, sick and loved, but also protected by Jesus from breaking down. In the tears of Jesus we discover the heart of God. The reason for our resurrection is in the love that melts into tears. We resurrect now, we will resurrect after death because He loved us. The love of God is stronger than death”. 
 
Certainly the love of God is stronger than death, and we should all hold to that statement as if it were a lifelong mantra. No pain or suffering is unbearable when he who endures it firmly believes that one day it will fade away in the same darkness he steps out of. 
Happy Easter to all of you. I hope to see you at the upcoming June Pilgrimage in Walsingham. May Christ and Saint Lazarus guide all of you through a path of light and resurrection.        
 
Atavis et Armis,
 
Carlos de Bourbon
Marquês de Almazán
Magnus XLIX Magister

segunda-feira, 21 de abril de 2014

NOMEAÇÃO

Foi nomeado por Sua Santidade o Papa Francisco, Sua Excelência Reverendíssima - D. Francisco José Senra Coelho, Capelão Sénior deste nosso Grão-Priorado de Portugal (SCHLJ – 1115PT), como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, com o título de Bispo de Plestia.
D. Francisco José Senra Coelho, além de Capelão Sénior do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, exerce também as dignidades de Capelão Magistral da Assembleia Portuguesa da Ordem Soberana e Militar de Malta, Capelão da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa, Capelão da Ordem Constantiniana de São Jorge (Casa Real das Duas Sicílias), etc, possuindo agora este nosso Grão-Priorado de Portugal dois Bispos no seu corpo de Capelões.
Esta nomeação é motivo de grande felicidade para todos os Cavaleiros e Damas do Grão-Priorado de Portugal e felicita D. Francisco José Senra Coelho pela sua nova função na Arquidiocese de Braga.

sábado, 19 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

MENSAGEM DE PÁSCOA DE SUA EXCELÊNCIA REVERENDÍSSIMA O GRÃO-PRIOR ECLESIÁSTICO DA ORDEM- ARCEBISPO DE MONREALE

Jesus Christ resurrected Saint Lazarus and himself from among the dead. In this way he has revealed himself to be the Lord of Life, Him, who defeated death and definitely opened the door to Eternity through which we shall walk.
 
The resurrection of Saint Lazarus is not only the symbol of future resurrection, but also a gift that our Lord Jesus offers to those who believe. In the present, Jesus appears to all His believers as an indescribable eternal Life fulfilled with the divinity which will never cease. 
Sua Excelência Reverendíssima o Grão-Prior Eclesiástico da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém - Monsenhor Michele Pennisi – Arcebispo de Monreale
The call that Jesus utters to Lazarus is not only an invitation to each one of us to step out of our grave of selfishness, insensitivity, meanness and desperation, but it is also the effective word that truly frees us and allows us to enjoy real life.
 
Just as Jesus wept for his friend Lazarus he also weeps for me: I am Lazarus, I am the friend, sick and loved, but also protected by Jesus from breaking down. In the tears of Jesus we discover the heart of God. The reason for our resurrection is in the love that melts into tears. We resurrect now, we will resurrect after death because He loved us. The love of God is stronger than death. 
We are getting ready to celebrate Easter, an event that brings all of us Christians together despite confessional differences. 
 
The Russian orthodox theologian P. Florenskii, executed by firearm on December 8th 1937 said in his homily: “The beginning of life”: “In the continuous course of events and circumstances a center point has been reached, a grasping support point: “Christ has resurrected…!” If the Son of God had not resurrected, the whole world would become completely absurd, and Pilate’s disdainful words: “What is the truth?” would have become true. If Jesus Christ was not resurrected, then the most precious treasure would definitely burn and beauty would irreversibly die. If the Son of God had not resurrected, the bridge that brings together Heaven and Earth would have collapsed for eternity. And we would have been left with neither of them, because we would never have been able to see Heaven nor fight against Earth’s destruction. 
The Evangelical Minister D. Bonhoeffer, member of the “Church of Confession”, during Nazism in 1944 while in prison wrote a letter to a friend before being executed, where he said: “The resurrection of Christ is the true “Archimedes’ point” from which it is possible to move the world…” If Jesus Christ was not resurrected, the point of support that governs our life stumbles and collapses; our life is bound to uselessness. Every speech that involves God would be an illusion; all hope would simply fade away.
 
Anglican teacher N. T. Wright says: “Allowing Jesus to take over our life today means recognizing and loving Him, the one who defeated death with the power of love and the new creation. All the glasses full of fresh water, all of the short prayers and fights against the despots that oppress the poor, all the sung praises or joyful dances, all the pieces of art and music, nothing has been wasted. The resurrection will reaffirm it in an unimaginable way, as a part of God’s new world. The resurrection is not only about a glorious future, but it is also about a meaningful present.”
Pope Francis in the Evangelii Gaudium says: “Christ's resurrection is not an event of the past; it contains a vital power which has permeated this world. Where all seems to be dead, signs of the resurrection suddenly spring up. It is an irresistible force. Often it seems that God does not exist: all around us we see persistent injustice, evil, indifference and cruelty. But it is also true that in the midst of darkness something new always springs to life and sooner or later produces fruit. On razed land life breaks through, stubbornly yet invincibly. However dark things are, goodness always re-emerges and spreads. Each day in our world beauty is born anew; it rises transformed through the storms of history. Values always tend to reappear under new guises, and human beings have arisen time after time from situations that seemed doomed. Such is the power of the resurrection, and all who evangelize are instruments of that power” (EG, 276).
 
The Easter victory of Jesus Christ over sin and death must develop in each one of us a profound change. Slavery and false idols, like power and money must be relieved by the free life of the children of our Lord. Against the sadness that dominates us due to the fear of the future there is a sense of happiness; confronting the selfishness that only allows us to look at ourselves, we encounter the love that is expressed in solidarity and responsible actions.
 
Jesus Christ, after His resurrection, became a stone of this new building that helps us, despite all troubles in our life, to be confident in a new future.  A new society born, based on solidarity, legality and commitment, to become in our daily life, builders of peace, open to a faith that will never fade away.
Sua Excelência Reverendíssima o Grão-Prior Eclesiástico da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém - Monsenhor Michele Pennisi – Arcebispo de Monreale e Sua Eminência o Cardeal Renato Raffaele Martino - Grão Prior da Ordem Constantiniana de São Jorge 
In the same way that Jesus Christ removed the stone that sealed the Holy Sepulchre He can also remove the stone that does not permit us to recognize the signs of the presence of God in our time. Our stoned heart filled with selfishness and sadness can be transformed into a heart of flesh, capable of loving in the same compassionate way of Christ, and willing to take all mankind in a peaceful embrace.
 
May the compassionate Father strengthen us in the attention and responsibility towards all human misery so we can become dispensers of compassion.  May He also give us his Spirit of love so we can resurrect with Christ, and sustained by Christian hope, aspire to eternal happiness.
 
Monreale, Palm Sunday, April 13th 2014 
 
Michele Pennisi
Archbishop of Monreale, Sicily, Italy
Ecclesiastical Grand Prior of The Military and Hospitaller Order of Saint Lazarus of Jerusalem